segunda-feira, 6 de junho de 2011

Corpo IntensO

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Desapareço nesse som desvairado,
nesses abismos desapareço.
Me estanco o gemido do corpo,
me estanco o suor e o querer tanto,
estanco o que me escorre.

Brigo com os lobos que brigam em mim.
Desato o nó da garganta.
Agora uivo com os lobos que uivam em mim.

A mata selvagem acende os olhos
atentos, agudos,
olhos dos bichos,
olhos divagando,
olhos que não vêem,
que apenas olham, respirando.

Deixo-me alucinar pelas paisagens tantas
que me atravessam!
Entrego-me como se fosse corolas
das flores abertas.

Acho-me nas línguas doces dos felinos.

Agora quero silêncio nessa selva.
E, nesse silencioso negrume desse som,
Perder-me de mim.
Perder-me de mim.

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